domingo, 29 de janeiro de 2012

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Saiu na Folha de São Paulo de hoje...
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Estacionamentos

Aqui na Pacata Vila dos Tempos do Império andam derrubando casas no centro e transformando em estacionamentos. Nos últimos anos surgiram ao menos cinco. O camarada derruba tudo, faz uma guarita com "banheirinhozinho" espalha um bocado de pedrisco e "voi-lá": nasceu uma mina de ouro. Já estão cobrando cinco reais a primeira hora. Cara, eu pago isso pra ir no cinema na Paulista. Você não acredita? Pois eu mato a cobra e mostro a cobra morta. Fica lá no Conjunto Nacional, esquina da Paulista com a Augusta. Basta ir no Cinema da Cultura e pronto. Vai pagar cincão a hora. Mais do que justo. Tudo bem,. é uma baita exceçãozona. No resto da capital eles te tiram os zóio da cara. Outro dia fiquei só hora e meia e paguei vinte e quatro reais. Brincadeira? É mais caro do que ter o carro! Por estas e mais um bocado de outras (como trânsito etc e tal) que eu só ando de coletivo. É mais barato e você ainda pode ler... Quer mais? Os caras arranham seu carro, levam boa parte das moedinhas do painel, celular (se vc esquecer), barra de cereal, pneu sobresalente, macaco, extintor, guarda-chuva e triângulo. Isso se o folgado não resolver dar umas voltas, buscar a namorada, se abastecer de maconha ou simplesmente trocar seus quatro pneus por outros bem carecas. Tudo isso que eu escrevi já aconteceu comigo ou com amigo meu, portanto é bom ter cautela. Fazer amigos entre os frentistas, por exemplo, é sempre boa política. Uma ou outra garrafa de algum alcool qualquer sempre vai bem. Se você tiver sítio ou chácara, leve uma frutas ou hortaliças e ovos. Dê gorjeta e descubra o aniversário do cidadão e se ele tem filhos. Bote a patroa para fazer geléia e vá lá levar uns vidros. Pedir para lavar o carro também vale, mas tem que elogiar depois, mesmo que a sua mão fique grudando no volante melecado de silicone de segunda. Mas o mais fácil mesmo é andar de bus e metrô. Basta comprar um cartão (bilhete único) e recarregá-lo vez por outra que ainda leva a vantagem de pagar menos na tal da integração. Tudo bem, tem gente que me acha radical. Sâo aqueles que preferem ter um carro novo na garagem para impressionar amigos e vizinhos e um carro velho parado na esquina para trabalhar e não precisar reclamar do frentista e, de quebra, driblar o rodízio. Outro dia vi na Globo o sujeito que só chega duas horas antes no serviço para poder encontrar uma vaga na rua e estacionar de graça. Realmente uma graça. #ficadica

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

e o futebol?

Faz tempo que não falo da bola. Mas, também, nada mudou no mundo da bola. Nadica de nada. O Chorinthians continua fazendo gol impedido (validado, diga-se). O são Paulo foi ajudado pelo Juiz, assim como o Palmeiras foi prejudicado. Assim como etc e tal. O RT continua mandando e desmandando e o Ronaldo virou figurante de luxo. E o Adriano? e o Ronaldinho? e, e , e... Pois é. Assim vai o povo em estádios de gramado péssimo, sob chuva, sem estacionamento adequado, com flanelinhas que praticam a mais deslavada extor.... tchã tchã tchã tchããããã.  E as emissoras de TV continuam a privilegiar SP e Rio. De vez em quando lembram que existe Minas e o Sul. De resto... NADA. Aliás, quando vão passar os gols do Nordeste eles aceleram a imagem e o locutor fala mais rapido. Ou mesmo, quando algum time do interior faz mais de dois gols. Falam o resultado e mostram o último gol ou, quando muito, o gol mais bonito. Se fosse time grande e popular, teria até "melhores momentos"... Afinal, tem torcida? Muita torcida? Dá IBOPE? E parece que aqui vai ter uma Copa do Mundo, certo? Qual? Aquela, com só um jogo no Maracanã...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Lá, lá lá

Tem coisas que me incomodam sobremaneira. Já outras são na base do "nem te ligo". Às vezes é por não ligar mesmo, nem a mínima; outras é por simplesmente nada poder fazer, acrescentar ou impedir. Afinal, quando não depende da gente, o que se há de fazer. Assim, mais ou menos, quando a árvore quebra na tempestade ou o raio cair na varanda ou, ainda, o ministro resolver que o ministério é a casa da mãe Joana. Que remédio? Vai daí que o melhor é virar para o outro lado e dormir. O travesseiro ajuda, desde que não tenha sido mergulhado em produto tóxico para retardar incêndio (por exemplo). Esse mundo é birutinha de tudo. Não somos nada e ao mesmo tempo podemos tudo. Só basta alterar o ponto de vista. (E viva Raulzito). Falando em Raul, ontem pude ver e ouvir Lenine no #rodaviva. Foi bom, como sempre é bom ouvir gente inteligente. De resto, há coisas que desejaria explodir, pessoas que desejaria deportar e produtos que desejaria importar. Cadê meu chocolate MARS? Que sacanagem é essa? P#$#** C#@%&**#...
AH, falando em sacanagem, o que você acha da Lei que ajudou os mercados a se livrarem de um custo às suas custas? Como? Não entendeu? Pois não resolveram deixar de te dar sacos plásticos no ato de sua compra lá no mega-super-hiper-mercado? Então, este saquinho custava "X" e este "X" era distribuído por todos os produtos que você podia adquirir no tal mercado. E hoje você não ganha mais o saquinho e nenhum produto baixou de preço, nem um centavinho sequer. Portanto... basta pensar. Nenhuma outra performance é necessária. Só pensar. Ah, e tem também o fato de que a venda de sacos de lixo de plástico aumentou desde que não dão mais saquinho (dão é modo de dizer). Portanto, os aterros vão continuar cheios de plástico. Só quem ganhou com esta ecobobagem foram os donos de mercados. Nós, a sociedade em geral e o meio ambiente só "sifú", como sempre. E, também, como sempre, os governos foram omissos e posaram de bonzinho. É por isso que eu digo: Saquinho = saco que é igual a sacanagem. Qualquer dia desses falo de reciclagem... Beijo na galera.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Um pedido formal

Quero pedir desculpas aos caros leitores. Neste começo de ano nossa freqüência caiu muito e publicamos pouco. Como vocês já sabem, mudei meu escritório de uma pacata Vila dos tempos do Império para o coração financeiro da República, em plena Av. Paulista. Isto demanda esforço e tempo. É claro que neste meio tempo continuamos trabalhando, não só no escritório como também administrando uma ONG de preservação ambiental e produção de mudas de árvores nativas. Não estou reclamando não, apenas me desculpando por não trabalhar 3o horas por dia. Não sou aquele banco que comprou o outro banco que já era uma união de bancos. Deus me livre, ou não. Mesmo apunhalado pelas costas me recuso a parar. Aqui a gente pinta, carrega a escada, mistura a Têmpera e ainda aprova o trabalho; ou como dizem no futebol: cobramos o escanteio e corremos para cabecear pro gol. Não deixamos a peteca cair. E não venham botar a culpa no Instagram. Este hobby, a fotografia, me é caro e delicioso desde pequeno, apenas e tão somente agora possui um veículo mundial de divulgação. Neste caso estou muito satisfeito com o resultado, afinal já são mais de setecentos entusiásticos companheiros de publicação carinhosamente chamados de seguidores. Aliás, o ano não poderia começar melhor. O Universo mais uma vez conspirou e afastou os falsos e os impuros. Limpou a área e os ares. E olha que eu tinha grande consideração pela figura. Mas foi bom assim. Deus é pai e não padrasto. E para provar, vos digo que me roubaram o guarda-chuva durante a missa das dezoito horas na Catedral da Sé e, depois disso, não choveu mais naquele dia. Peguei Metro, ônibus e ainda subi a ladeira de casa sem uma gota sequer. E tinha sido um dia com água desde às seis da manhã. Os amigos, aqueles verdadeiros, estão sempre na área. Assim são as coisas. Assim é a vida.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Catedral da Sé

O aniversário de São Paulo se aproxima. 458 aninhos. Um passeio legal de se fazer é a visita ao Pateo do Colégio (local da fundação da Cidade) no qual se pode ver uma maquete dos tempos da fundação. Outro passeio é a visita da Catedral, afinal é em frente dela que fica o Marco Zero da cidade de São Paulo. O pequeno monumento de mármore em forma hexagonal, construído em 1934, traz um mapa das estradas que partem de São Paulo com destino a outros estados. Cada um dos seus lados representa simbolicamente outro estado brasileiro: o Paraná (araucária), Mato Grosso (vestimenta dos Bandeirantes), Santos (navio), Rio de Janeiro (Pão de Açúcar e suas bananeiras), Minas Gerais (materiais de mineração profunda) e Goiás (bateia, material de mineração de superfície).
A Catedral teve o início de suas obras no ano de 1913 e a primeira inauguração em 1954 sem as duas torres. Depois de muita obra, reforma e resistência à ditadura, a Catedral foi reaberta em 2002 e está super hiper duper. Vai lá fazer uma visita. Afinal, não é qualquer Catedral que possui em sua Cripta os restos do Padre Bartolomeu de Gusmão. Sim, o cara do Balão ou aerostato, se preferir. 
Um dos cinco maiores templos neogóticos do mundo, a catedral tem missas diárias e visitas monitoradas aos domingos, das 12h às 13h.




domingo, 15 de janeiro de 2012

Televisão é o Ó...

Pois é: não basta que te criem necessidades que você nem sabia existirem, mas ainda vem o veículo e te enche de merda. Tudo camufladinho com cores e musica. Ah, que beleza. Você se enternece, contribui, dá risada, reclama, fica indignado ou aplaude. No fim, você está assistindo gente se socando sem dó e vai dormir com a adrenalina que isso traz consigo em vez de ter lido um livro, feito alongamento ou amor. Você pode, também, ver pessoas confinadas que se exasperam por um bom dinheiro. Isso, se você já não se tornou refém da sua própria casa de tanto ver sangue, assalto e sacanagem. 

Meu Deus, "há tanta vida lá fora..."

sábado, 14 de janeiro de 2012

algumas fotos...

 Janela na Estrada do Vinho
 Canguera
 Capela na Estrada do Vinho

 Itatuba
 Vila Romana
 Paraíso
 Av. Paulista
 Hospital Matarazzo
 Marginal Tietê
 Marginal Tietê
Marginal Tietê

domingo, 8 de janeiro de 2012

parei para ler...

Nunca pensei muito nisso. Mas quando era jovem lia meus livros e era visto como um ET pela maioria dos colegas. Uns não, é verdade, mas a maioria sim... Usava cabelos compridos, um luxo que se podia ter naqueles dias, e um óculos grande, de armação quadrada, que me dava um ar diferente do resto do grupo. Frequantava vários grupos, é certo, apesar de todos serem presenciais. Hoje, apesar de não saber sempre cento e quarenta caracteres sobre tudo, sou mais transgressor do que nunca. Eu leio livros, livros que chegam a ter até seiscentas páginas e assisto filmes, filmes longos. Filmes de quarenta anos atrás, às vezes, sessenta ou setenta. Não me incomodo nem um pouco se eles ainda nem conheciam a cor. Eu transgrido com prazer e não me venham dizer que sou velho, saudosista e estas coisas. Tampouco sou revolucionário, destes que querem dominar o mundo, como aquele senhor das empresas DRAX tão perseguido pelo "double "O" seven". Aliás, que filme maluco: Moonraker. Décimo primeiro da série de James Bond (1979), com Roger Moore, Michael Lonsdale e as belas Lois Chiles e Corrine Cléry. Filme que passeia até pelo Brasil com a famosa cena do Bondinho do Pão de Açucar e no qual uma perseguição de lancha no alto Amazonas termina com uma queda em Foz do Iguaçú. Filmado em Londres, California, Veneza, Rio e até no Espaço Sideral, este épico, hoje, seria desmembrado em pelo menos cinco filmes diferentes. As pessoas não tem mais paciência nem imaginação. Dizem que é preciso muita imaginação para dizer tudo em cento e quarenta caracteres. Eu acho que não...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Acordo de cavalheiros

Acordo de cavalheiros é o que se convencionou chamar de acordo informal entre duas ou mais partes. É típicamente oral, apesar de poder ser por escrito e muitas vezes apenas subentendido como uma convenção não verbalizada de mútuo benefício como na etiqueta e comportamento social. A essência do "acordo de cavalheiros", no entanto, está em que sua consecução depende da honra dos participantes. Portanto, não pode ser forçada sua execução, como nos contratos por exemplo. 
Feita esta pequena introdução, recomendo que assistam o filme "Gentlemens Agreement" com Gregory Peck e Dorothy McGuire de 1947, vencedor de três Oscar e que no Brasil se chamou "A Luz é para todos". O filme trata específicamente de anti-semitismo, mas é uma verdadeira lição acerca das várias formas de preconceito e suas manifestações, sua crueldade e covardia. Vale, perto do final, um discurso feito pela mãe do protagonista vivido por Peck de como ela gostaria de ver o mundo para as próximas gerações. Interessante ver como o cinema americano se esforçou, ao final da segunda grande guerra, em combater as atrocidades recém descobertas nos campos de concentração.
Mas, mesmo passados mais de sessenta anos do filme, vê-se que a temática é atual e, principalmente, no Brasil onde os preconceitos são bem guardados e externados sem palavras explícitas.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

2012

O ano começou e eu já levantei poeira. Meu escritório mudou-se para a o coração da Capital e está agora em plena Av. Paulista. Com vista privilegiada no envidraçado sexto andar, com o Metrô na porta, do prédio de número 2202. Nada mal: 2202 em 2012 kkkkk De resto, muita energia, muita disposição e preparação, afinal: "sorte é quando a preparação encontra a oportunidade" (certo?!)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Mais um ano...

Ano do centenário do Teatro Municipal de São Paulo. Prédio muito lindo. Ano dos 400 anos de Mogi das Cruzes, que já foi minha cidade por quase quatro anos. Tem lugar privilegiado na memória. Para quem acompanhou o blog, também sabe que foi bicentenário do refinado compositor húngaro Liszt. Foi ano de engordar e emagrecer, com saldo negativo: continuo acima do peso desejado. Foi ano de fugir da academia, em todos os sentidos: tanto no acadêmico, como no esportivo. Foi ano de muita dificuldade. Foi ano de grandes decisões, mas cá estamos, prontos para a virada, para a arrancada, para espocar e brilhar. Que venha 2012! Para você, caríssimo leitor, um ótimo reveillon e toda a felicidade do mundo no ano que entra e o desejo de que continuemos criando e acontecendo. Vamos fazer juntos a melhor receita dar certo. Grande abraço!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

#Insta4fun



É isso mesmo que você leu: #Insta4fun! Gente que ao longo do ano foi instalando o App do Instagram, e foi se apaixonando, se enfeitiçando. Pessoas que andam pela rua, não mais falando sozinhas, mas contemplando a paisagem (pelo telefone). Gente que parece de outro planeta, mas na verdade está é neste mesmo. A maior prova disso foi o incrível encontro de igers na Santa Pizza da Vila Madalena em Sampa. Um show de gente bonita e alegre. Uma somatória de auras positivas. Parabéns a todos e um Feliz Natal. Que 2012 seja o que parece querer ser: muita alegria e luz!




O lance foi o seguinte: além de simples reunião, a ocasião foi aproveitada para um "amigo secreto" especial, com fotos dos participantes. Cada um sorteou seu amigo na hora e foi feita a troca de fotos. Parabéns às meninas que organizaram o encontro @gmateus @judemari e @titaponte. 


Assim estava o varal a espera dos sorteios. Enquanto isso todos puderam apreciar as fotos e uma pizza excelente, além de agradável companhia. Foi muito bom.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Virando a própria mesa

Há momentos na vida em que ficar na zona de conforto é a pior viagem. Chegou a hora de virar a mesa. Basta deste marasmo, desta mesmice. Xô urucubaca! Mais uma vez, e Deus me permita muitas outras, estou de malas prontas, enfunando velas e rezando tirar o melhor dos ventos que me esperam. O rumo, a rota, eu tracei, planejei e vou cumprir, como de resto sempre fiz. Coragem e determinação nunca me faltaram e eu sei que sou capaz. Nestas horas me lembro sempre do velho e bom Hibrahim Sued que dizia: "os cães ladram e a caravana passa". Não sei de onde tirava isso, mas é a pura verdade. Que venha o 2012 que quiser, que eu traço. O meu... eu quero com recheio!
E com a companheira que hoje eu tenho, não há tempestade nem vagalhão que me aderne...

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Patrimônio

Certa vez, esperando meu metrô em Londres, fiquei lendo um cartaz que enaltecia a herança arquitetônica dos britânicos. A diferença é exatamente esta: eles encaram patrimônio Histórico, não como posse ou propriedade (como a palavra patrimônio pode sugerir), mas sim como herança, algo que se recebe para cuidar para os que virão depois. É um conceito muito mais abrangente e de cunho social. Pois bem, mais um ano se passou e - "o meu, o seu, o nosso" - Cine São José continuou à mingua. A cada chuva entra mais um pouco de água, nasce mais uma infiltração. Eu estava na Câmara Municipal de São Roque  quando o Presidente da Casa, enaltecendo suas próprias idéias e virtudes, teceu elogioas À Senhora Barioni e prometeu resgatar o Cine São José como espaço cultural sãoroquense. Qual o quê. O ano acabou e nada rolou...

domingo, 11 de dezembro de 2011

Dia do Arquiteto

Salve Galera! Hoje é dia do Arquiteto, esta profissão milenar, alegre, produtiva e, sobretudo, voltada para o bem estar. Bem estar pensado desde a moradia até o tecido urbano. Profissão multidisciplinar voltada para o Homem e sua qualidade de vida. Um belo dia acharam por bem designar-nos um dos dias do calendário para que possamos refletir e divulgar nossa profissão. Um dia? Que dia? Naqueles tempos dos Faraós, ai do Arquiteto de desejasse um dia de reflexão, virava logo comida de crocodilo do Nilo, que o trabalho nas pirâmides era muito. Na Grécia e na Roma antigas não deve de ter sido muito diferente, pois nunca soube de um Arquiteto herói, aclamado ou agraciado. Passaram-se os séculos e Dr. Getúlio deu-nos um Decreto, cuja data acabou ficando o dia do engenheiro e do arquiteto. Com o advento do CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) alguns colegas acham que merecemos um dia só nosso. Talvez o 15/12 (aniversário do Mestre Oscar) e muitos outros números e datas. Cada qual com sua significância e relevância. Tudo muito bom, mas no meu ver, deveríamos deixar como está. Apesar de termos agora "um Conselho pra chamar de meu", a data já está enraizada e é tão bom poder comemorar este dia nas Associações de Engenheiros e Arquitetos pelo interior afora. Tem sempre um abraço amigo, um bom churrasco e uma cerveja gelada. As famílias se conhecem e o papo flui. Afinal, nada melhor do que ter amigos.

sábado, 10 de dezembro de 2011

selvagens jujubas mecatrônicas

Como será o mundo amanhã? Não neste domingo, por óbvio, mas dentro de 50 anos... Outro dia vi um filme cujo título é "Things to come" (Daqui a cem anos) do William Cameron Menzies. Baseado em texto de H.G. Wells, este filme acaba prevendo um futuro sombrio de doenças e guerras. Detalhe: o filme é de 1936... Agora, se acrescentarmos um pouco de Eric Hobsbawm vemos que os dirigentes do mundo atual nasceram pouco depois da segunda Guerra Mundial e foram criados por mães do início do século passado. Daí, a pergunta que ele coloca de que "nós não vivemos mais no século XX, mas quanto do século XX ainda vive em nós?" Certo, tudo bem, não é tão simples assim, mas isso quer dizer apenas que qualquer previsão será feita com os paradigmas atuais. Pense lateralmente, rompa seus paradigmas e pense em assistir a final do mundial da Russia... no Pacaembu. Sim, por transmissão holográfica. Por quê não?! Mas, por favor, pare de alimentar seu filho com enlatados, sejam da Sadia ou da Globo.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Reidy

Finalmente fizeram um filme. 
Ainda não sei se é "o" filme, mas isso só indo lá conferir...
Pois saber que é um dos "o" arquiteto, isso já sei faz tempo...

sábado, 3 de dezembro de 2011

Patchwork no Conjunto Nacional

Conheci hoje o trabalho da potiguar Benigna R. Silva e do paulista Wagner Vivan lá na área da rampa da Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Fiquei encantado com a simpatia do casal e, principalmente, com o trabalho deles e dos artistas do atelier "Quilt Patchwork". A exposição fica por lá até o Natal e você pode adquirir os trabalhos atravé do site da Livraria Cultura.  Vale a visita.

OBS: na foto Benigna Silva e a poeta Gladys Ferreira

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Socorro Chico Anísio, Jô Soares... Socorro!

Definitivamente, para não dizer outra coisa, o Humor brasileiro perdeu a classe! Aonde foi parar a qualidade, o humor inteligente de Chico Anísio, Jô Soares, Renata Fronzi, José Vasconcelos, Renato Côrte Real, Berta Loran, Carlos Alberto Nóbrega, Max Nunes, Haroldo Barbosa e tantos outros cujos nomes não recordo e desde já peço desculpas por isso. Meu Deus do Céu, o que passa na cabeça dos meninos de hoje que acham que desrespeitar o próximo é fazer humor. Já não bastam os casos escabrosos do Rafinha Bastos, agora me aparece uma turma de uma emissora a detonar pessoas doentes. É o fim da picada. Isso não é humor nem aqui nem na casa do chapéu. Aliás, o que será que deu na TV brasileira de achar que azucrinar o próximo, achincalhar, enaltecer diferenças e sapatear sobre a sexualidade do ser humano é fazer humor? Vou mandar uma caixinha de semancol pra esta turma tomar de oito em oito horas... E não vem com esse papo de censura ou patrulha. Patrulha fazia o Juruna com seu gravador a tiracolo. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, e desrespeito é ofensivo, nunca engraçado. Certo?!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Patrimônio Histórico

Visitei mais uma vez Mairinque, desta vez por motivos profissionais. Ir a Mairinque significa passar sob a linha férrea, significa olhar o prédio da estação projetada por Victor Dubugras (1868-1933). E, sobretudo, significa ver a ferrovia em estado crítico. A estação cercada como se doente fosse, muita carga e nenhum passageiro. Depois da privatização as ferrovias paulistas deram as costas para o povo. Eu sei que o atual governo está fazendo algo, está tentando atrair pessoas e recursos para criar novas linhas de passageiros, sobretudo linhas turísticas. Eu sei também que os trens de passageiros precisam dividir as linhas com as cargas, cujo retorno financeiro e econômico é muito superior. Eu sei também que trens são detentores de um custo grande de implantação e manutenção. Agora, venhamos e convenhamos, além de ser uma questão de patrimônio, de história, a ferrovia é um meio de transporte barato para o indivíduo e deveria ser prioridade de qualquer governo, não só da região metropolitana de São Paulo. Ao mesmo tempo, vejo que este problema não é apenas brasileiro. Em meio à crise européia, a Hungria sofre do mesmo mal. Recebi umas fotos do estado de abandono e sucateamento em que se encontram composições em Budapest. É triste constatar que quando o capitalismo mostra seu lado predatório poucos possuem força e organização para se opor. 




sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Todo mundo loco... ôba!!

E no Brasil acharam mais uma coisa pra imitar lá do norte. Os estadunidenses gostam de fazer uma mega-liquidação na sexta-feira imediatamente posterior ao feriado de ação de graças. E ainda chamam a coisa de "black friday". Neste caso, a imitação até que é bem vinda... A rapeize ficou de butuca na madruga até que a fila andou e puderam comprar elétroeletrônicos (credo: é assim que se escreve?) com até 70% de desconto. A moda este ano se estendeu também para algumas lojas virtuais e eu não perdi tempo: agarrei meu Eric John Ernest Hobsbawm de 60 por 39. Ô coisa boa!


Vou abrir um parentesisparenteparental: 


"Americano, norte-americano ou estadunidense?"


quem responde é Sérgio Rodrigues :


(http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/consultorio/americano-norte-americano-ou-estadunidense/)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

20 anos

Vinte anos é chão pra burro nenhum botar defeito. Fazem vinte anos que não temos Fred, mas o Queen tá firme e forte. Para aqueles que duvidavam disso deve ser uma surprêsa. O mundo deu muitas voltas nestes vinte anos, mais precisamente 7300. Vinte anos atrás minha maior preocupação era em qual escola matricular meu filho para que ele iniciasse o curso primário dele. O tempo passa amigos, o tempo passa. Apesar disso... Ontem fui ver Jean Luc tocar seu violino mais uma vez. Fez muito bem à alma. Só lamento não ter pensado em levar um Lp para ele autografar... às vezes penso, outras não. Certa vez tive oportunidade de até tomar um wisky (é assim que se escreve?) com o genial Professor Miguel Reale e cadê que eu lembrei de levar o meu exemplar do livro escrito por ele. Cadê? Agora, meu amigo, nem se eu for no Centro espírita...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Shopping

Olha, eu sei que é Natal, eu sei que chove, que São Paulo é violenta, que as pessoas adoram passear em shopping. Eu sei de tudo isso. Sei também que curto muito o tal do bom senso... e definitivamente não foi o que vi nestes últimos dias. 
Muito bem, vamos ao que interessa: fui ao Shopping que diz que vai sortear seis carros no Natal e que fica lá pelas bandas do Itaim. Pois bem, depois de feita a compra descobri que não tenho direito aos supóstos números da sorte pois não resido na cidade de São Paulo. Fiquei pasmo. E é do regulamento... Só por residir uns km pra lá, não posso concorrer aos carros, a nenhum deles. Ou seja, freguês de Alphaville, Barueri, Santo André, São Roque e mais umas trinta e oito cidades a menos de meia hora do buteco não interessa. Que morram à mingua, antes de eu pisar de novo lá. Que se danem todos os lojistas daquela espelunca. 
Você pensa que ficou só nisso? Pois bem, resolvi ir ao Shopping novo de Alphaville, aquele daquela família rica de políticos do Ceará. Rapaz... alí tem cinema com garçon no meio do filme, sorvete salgado e praça de alimentação deserta. Uma beleza de cinema, poltronas "superhiper" confortáveis, com direito a descontar do preço do ingresso os km ganhos no abastecimento do carro, mas... tchã tchã tchã tchãnnnnnn: você escuta a chuva lá fora em um volume tão alto que perde o diálogo do Nicholas Gaiola com a Nikole... Aff. Ainda bem que eu só paguei o ingresso de plebeu e não me meti a gastar cem conto (o casal) pra ver o garçon passando pra lá e pra cá na sala de projeção. Aliás, que filme ruim é esse? Isso não é nada perto do fato de que em cinco salas está passando "o amanhecer" e em nenhuma outra delas algo que preste. Só para registro dos leitores, vou dizer que tem seis salas lá. E todas vazias, pois não tem ninguém lá... afinal daqui a um mês é Natal.


PS: foto da net: Becky Bloom  proceis.

sábado, 19 de novembro de 2011

quer ler um bom livro?

Pois tem coisa boa de montão. Tem Umberto Eco novo, tem Saramago novo, tem clássicos, tem pra todo gosto. Eu, por exemplo, estou sempre lendo e gosto de alternar um livro de ficção com um de história (ou teoria) e até os de doutrina jurídica. Nesta alternância, na quinta (antes de ontem) peguei para ler o excelente "Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos" de Ana Paula Maia. UAU! Meu deus... devorei. E hoje já peguei "O Brasil Republicano - O tempo do nacional-estatismo (do início dos anos 30 ao apogeu do Estado Novo)"
Muito difícil eu ler assim, em um ritmo alucinante, mas este livro você só consegue ler se acompanhar a loucura dessa representação da realidade trazida pela Ana Paula Maia. Uma realidade crua...
Pé no estribo e mão no cano... (Não entendeu o que esta foto faz aqui? Leia o livro...)


PS: hoje fazem 42 anos que Pelé fez seu gol mil no Maracanã em cima do goleiro Andrada do Vasco...